5 desafios e soluções para a interoperabilidade em saúde

Todos sabemos que é crescente o número de soluções digitais para o setor da Saúde, tendo um fluxo cada vez maior de informações circulando entre as diferentes instituições. Com isso, cresce a necessidade de que esses dados circulem de forma mais fluida e segura entre as diversas empresas. Isso inclui as operadoras de saúde, corretoras, hospitais, clínicas e clientes. É neste contexto que surge a demanda por integração e interoperabilidade dos sistemas de saúde digital. Essa necessidade chega acompanhada pela busca de padrões tecnológicos para o setor.

Interoperabilidade é a capacidade de um sistema se comunicar com outros sistemas de fornecedores diferentes, transferindo e recebendo informações de forma transparente. Ou seja, sem que o usuário perceba que o processo envolve tecnologias ou padrões distintos. No setor de saúde, por exemplo, há a capacidade de sistemas de informação transferirem dados de um prontuário eletrônico para outro de forma imediata. Mesmo que eles tenham padrões diferentes. 

Aliás, padrão é a palavra-chave da interoperabilidade. Vale lembrar que é preciso um conjunto de premissas e especificações técnicas sendo adotado pelo maior número de empresas. Somente isso pode dar condições de sistemas criados por diferentes fornecedores se comunicarem com fluidez. Portanto, considerando a necessidade, vamos abordar aqui 5 desafios e soluções para a interoperabilidade de sistemas de saúde.


HL7® FHIR: o padrão de interoperabilidade em saúde

No caso da Saúde Digital, o padrão que vem sendo consolidado como consenso do setor é o HL7® FHIR (sigla para Fast Healthcare Interoperability Resources – pronuncia-se “fire”). O padrão, em código aberto, foi criado pela HL7 International, uma organização sem fins lucrativos, que desenvolve padrões de intercâmbio de dados eletrônicos em saúde há mais de 30 anos. Seu objetivo é oferecer suporte para troca de dados entre sistemas eletrônicos em saúde, dispositivos e equipamentos médicos, permitindo o acesso amplo a um volume maior de dados dos pacientes.

Primordialmente, para que o FHIR seja cada vez mais eficiente, é preciso que um número maior de empresas o implantem e que suas equipes de tecnologia colaborem com o processo de amadurecimento deste protocolo. Veja as soluções e os desafios a serem enfrentados nesse processo:

1. Convencer stakeholders a priorizar a interoperabilidade em saúde

Todo gerente ou diretor de TI sabe que o principal desafio para trazer uma nova tecnologia para a infraestrutura da empresa é convencer lideranças e pares sobre a importância do investimento. Isso além de apontar quais serão os retornos de curto prazo. Contudo, o ROI dos projetos de interoperabilidade é de médio e longo prazo. 

Paralelamente, há uma grande pressão pela ampliação do acesso a dados dos pacientes nas diversas instituições de saúde. A saber: aqueles que estão dispositivos móveis e baseados em cloud computing. Além disso, os prazos para implantação estão cada vez menores. Somente a interoperabilidade e a integração de sistemas e aplicativos viabilizará o processamento e armazenamento acelerado de um grande volume de informações.

Afinal, quais os argumentos em prol da interoperabilidade – e do FHIR?

O protocolo FHIR prevê a resolução de casos comuns ao negócio da maioria das empresas. Com isso, o time interno de desenvolvimento consegue focar na solução de problemas mais complexos de interoperabilidade. Essa otimização pode ser usada como argumento de redução de custo.

Outro forte motivo para investir na interoperabilidade é que o FHIR vem sendo adotado por muitas operadoras de saúde, hospitais e clínicas de médio e grande porte. Já há um intenso diálogo tanto entre os provedores de serviço quanto entre os contratantes de serviço de saúde sobre como aprimorar esta ferramenta. Todavia, não é recomendável desenvolver integrações customizadas sem esta padronização. Como resultado, em um futuro próximo, a empresa pode ter mais dificuldade de interoperar com parceiros. 

Do mesmo modo, o protocolo FHIR permite separar as informações “compartilháveis” daquelas que são sensíveis ou estratégicas para o negócio e precisam ser tratadas com sigilo. Em outras palavras, a interoperabilidade não deve ser vista como uma vulnerabilidade na arquitetura de informações.

2. Aprender a implementar a interoperabilidade nos sistemas de saúde digital

A primeira dica é estudar o protocolo de interoperabilidade e entender, detalhadamente, o que é necessário para que ele seja implantado. Há muito material disponível online sobre o FHIR e é possível fazer uma imersão no tema sem grandes custos. 

A segunda dica é começar com um pequeno time, mas ter um planejamento estruturado para expandir.  No webinar “Desafios e Benefícios de Interoperabilidade em Saúde Digital”, promovido pela Nilo Saúde, o gerente de TI e Transformação Digital do Hospital Albert Einstein, André Santos, afirmou que a implantação da interoperabilidade da instituição começou com uma equipe de quatro pessoas. 

“Não importa se a empresa tem 20 mil ou 50 pessoas. Quem vai começar a implantação vai ser um time de três ou quatro pessoas do mesmo jeito. E essas pessoas precisam ter as skills certas, além do compromisso de replicar o que aprenderam durante o processo”, afirma Santos. 

Ele enfatiza que é fundamental que haja, principalmente neste time inicial, profissionais que tenham cultura de inovação e habilidades de transformação digital. 

3. Manter uma equipe de tecnologia competente

É importante que hospitais, clínicas e operadoras de saúde tenham uma equipe interna de tecnologia. Ela será responsável por guiar o projeto de interoperabilidade em saúde. É uma grande fragilidade para empresas de saúde de médio e grande porte desconsiderar a tecnologia como parte do negócio

“Não dá pra confiar 100% em parceria sem ter um time de interoperabilidade interno para desenhar uma arquitetura de soluções e fazer tudo se conectar com a visão de futuro e de sustentabilidade do seu ecossistema tecnológico”, alerta André Santos, do Albert Einstein.

O time de TI é quem vai saber avaliar os parceiros, as integrações que estão no padrão ou que vão se manter no legado. Esses especialistas também saberão priorizar quais soluções devem ser desenvolvidas internamente e quais devem ser contratadas de parceiros de mercado. E este é um dos principais desafios da gestão de TI.

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4. Decidir quando internalizar e quando contratar parceiros externos

Algumas demandas serão atendidas pela equipe de TI interna e outras poderão ser delegadas a fornecedores de serviços externos. Entretanto, como tomar essas decisões? Geralmente, quando há uma solução de mercado que atende às necessidades, a decisão é comprar. Se não, desenvolve-se “em casa”. Contudo, há outros caminhos possíveis de decisão.

Um deles é buscar um parceiro que tenha interesse em resolver o problema da empresa com uma solução que pode atender às necessidades de outros clientes. Pode ser interessante para as duas partes. O esforço interno é direcionado para outra tarefa prioritária do roadmap, e o fornecedor pode ter um novo produto em seu portfólio.

Outro caminho é pensar em desenvolver a solução internamente com o objetivo de alavancar os negócios, em um investimento que trará mais retornos para a operação.

Um dos pontos a se pensar na hora de considerar as soluções do mercado é que muitas delas já estão configuradas para trabalhar com o padrão de interoperabilidade FHIR. Na Nilo Saúde, por exemplo, usa-se o Cloud Healthcare API, do Google, como serviço de nuvem. Ele oferece os padrões de segurança exigidos pelo mercado e já está adaptado ao protocolo FHIR.

5. Ser colaborativo com outros players e amadurecer o padrão

Questões regulatórias, de privacidade de dados, de compartilhamento de informações e de Open Health indicam que a interoperabilidade será cada vez mais necessária na área de saúde. Sendo assim, é importante construir uma cultura de colaboração entre as equipes de Saúde Digital dos diversos segmentos do mercado de saúde para aprimorar os protocolos.

Um indício de que esta colaboração está avançada no setor de saúde é que há muitas bibliotecas de linguagens de programação que já incorporaram o protocolo FHIR. Em conclusão, isso permite reduzir o tempo de trabalho do time de desenvolvimento.

Essa colaboração entre empresas gera um efeito de rede, ou seja, quanto mais players adotarem os protocolos de interoperabilidade, maior será a validação e a continuidade de melhorias dos processos. 

Por último, vale lembrar que a Nilo Saúde está à disposição para conversar sobre o protocolo FHIR com todos os parceiros do setor.

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