A Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou em 2009 que a depressão se tornaria a doença mais comum do mundo em 2030, afetando mais pessoas que o câncer e doenças cardíacas. E a previsão se concretizou: cada vez mais, questões sobre saúde mental preocupam os brasileiros. Segundo a pesquisa Global Health Service Monitor, em 2018, apenas 18% dos brasileiros diziam que tópicos como depressão e ansiedade eram fontes de inquietude. Em 2022, esse número chegou a 49%. Como a saúde digital pode ajudar a lidar com esse aumento?
É importante frisar que a área da saúde mental foi uma das primeiras a regulamentar os serviços de telessaúde. Em 2018, o Conselho Federal de Psicologia publicou uma resolução que liberava as consultas online sem delimitar a quantidade dos encontros, como ocorria na primeira resolução sobre o tema, de 2012.
No início, alguns pacientes tiveram um pouco de resistência, por medo de perder a qualidade no tratamento. Outros sentiram-se inseguros quanto à privacidade das informações que compartilhavam durante as sessões. Entretanto, com o passar dos anos, mais pessoas estão ficando abertas e até preferindo o atendimento digital. Como consequência, elas perceberam que não há diminuição dos vínculos nem uma piora no cuidado oferecido pelo profissional de saúde mental.

Veja 5 benefícios das ferramentas da saúde digital na promoção da saúde mental para um grupo cada vez mais amplo da sociedade:
1. Economia de tempo com deslocamentos
Um dos principais benefícios é a economia de tempo com deslocamentos que se tem em um processo ambulatorial normal, principalmente nos grandes centros urbanos. Essa jornada, que envolve sair de casa, pegar trânsito, pagar estacionamento, fazer a consulta e enfrentar os mesmos problemas no trajeto de volta, pode ser mais um causador de estresse e ansiedade.
No nível de telessaúde, é possível ter uma redução de 50% no tempo dedicado para ter acesso à consulta presencial com psiquiatra ou psicólogo.
2. Saúde digital: maior alcance geográfico
A telessaúde pode ser uma ferramenta aliada no processo de pulverizar e massificar o acesso à saúde mental em locais remotos, onde não há ambulatório e profissionais de saúde mental suficientes para a demanda da região.
Basta um celular e uma conexão digital com qualidade suficiente para conexões em vídeo para promover assistência de saúde. Amplia-se o acesso e a distribuição dos serviços de telepsicologias, independentemente das limitações geográficas.
O desafio e a possibilidades, nestes casos, é oferecer um serviço de saúde mental que concilie a psiquiatria, a psicologia, a terapia ocupacional. Tudo isso para poder ofertar um plano de cuidado mais robusto para esse paciente que é atendido remotamente.
3. Benefícios a pacientes críticos ou graves
Alguns perfis de pacientes críticos ou graves são especialmente beneficiados pela dinâmica da saúde digital. Pessoas que estão em depressão severa e mal conseguem se levantar da cama, veem maior facilidade de seguir em seu tratamento. Afinal, basta abrir um aplicativo no seu celular ou no computador para ter sua consulta com o psicólogo ou psiquiatra.
Os pacientes fóbicos, com medos persistentes, irracionais e intensos, também têm na saúde digital uma aliada de sua saúde mental. A neuropsicóloga da Nilo Saúde, Cláudia Memória, relata que já observou respostas positivas com este perfil de paciente ao utilizar as ferramentas de telemedicina.
Independentemente do diagnóstico, pessoas idosas e com dificuldades de locomoção também se beneficiam das ferramentas de saúde digital. Ainda que haja um pouco de resistência deste público em se adaptar ao uso da tecnologia, hospitais e clínicas que estão aderindo ao novo modelo de atendimento investem em “psicoeducação” e suporte técnico no primeiro atendimento. Isso é feito para que o paciente entenda se sinta acolhido e seguro para seguir o tratamento.
4. Saúde mental digital como aliada no tratamento de outras doenças
A saúde digital permite coletar e organizar dados sobre o paciente de forma a potencializar um plano terapêutico que seja pensado de forma multidisciplinar, desde uma perspectiva da integralidade do tratamento de saúde.
Durante as consultas com psicólogos e psiquiatras, é possível ter acesso a informações que apoiem a equipe de referência no tratamento de outros problemas de saúde. O inverso também acontece. Ao acessar um prontuário eletrônico que esteja completo, com o histórico do paciente, a equipe de saúde mental consegue avaliar melhor a origem e o tratamento de transtornos psíquicos.
No webinar “Desafios e Benefícios de Interoperabilidade em Saúde Digital”, promovido pela Nilo Saúde, o Diretor Médico da Nilo Saúde, Claudio Tafla fez uma afirmação importante. Segundo ele, em uma de suas experiências profissionais em operadoras, identificou-se que 70% dos beneficiários que eram grandes utilizadores do plano de saúde tinham depressão, ansiedade ou outro transtorno mental. Ou seja, tratar das questões de saúde de forma integrada, inserindo o paciente em equipes de referência, pode interferir, ainda que indiretamente, na redução dos custos de saúde.
5. Estímulo ao autocuidado de pacientes com transtorno mental
Ainda sobre o impacto do transtorno mental no tratamento de outras doenças, podemos dizer mais. Quando o paciente está em um quadro de depressão de moderado a grave, ele tem uma dificuldade em manter o autocuidado. Com isso, ele pode não tomar a medicação corretamente, não ir às consultas de retorno nem realizar os exames na periodicidade correta.
Neste caso, a saúde digital apoia a equipe médica no trabalho de melhorar a adesão desta pessoa aos tratamentos propostos. Para isso, propõem-se outras formas de comunicação, pelos mais diversos meios. Pode ser via SMS, e-mail, WhatsApp ou telefone, por exemplo. Podem ser lembretes que aumentam as chances de engajamento do paciente.
Além dos novos processos, as tecnologias também podem ampliar a percepção de cuidado por quem está sendo atendido. Um psicólogo também pode estabelecer a rotina de trocar e-mail com o paciente antes e depois da consulta, oferecendo um relatório com os principais pontos do atendimento.
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