A saúde mental tem sido amplamente debatida e pensada pela gestão de várias operadoras de saúde. Isso vai de hospitais a clínicas, de profissionais a startups. Mas qual é o impacto do engajamento digital dos pacientes na sua saúde mental e como isso afeta as empresas e operadoras de saúde?
A Nilo Saúde promoveu um encontro com especialistas na área para debater o tema. O webinar, que pode ser assistido gratuitamente, contou com a participação de Milene Rosenthal, psicóloga co-fundadora da Telavita, André Fusco, médico-psicanalista consultor de empresas em saúde mental, e Ana Carolina Peuker, psicóloga e CEO da Bee Touch. A mediação é do Diretor Médico da Nilo Saúde, Claudio Tafla.
Durante a conversa, os especialistas destacaram quais são os cinco principais impactos, que você pode conferir a seguir.
1. Humanização e acessibilidade do atendimento
A psicologia foi a primeira especialidade que aderiu ao atendimento online, ainda antes da pandemia, em 2018. Ainda assim, os psicólogos foram resistentes em oferecer teleconsultas antes da pandemia “forçar” a nova prática. O motivo? Medo de perder a humanização no atendimento.
“No entanto, isso durou pouco tempo, pois logo se comprovou cientificamente que a eficácia do tratamento psicoterapêutico à distância é a mesma —ou, às vezes, até maior, como em casos onde o paciente tem síndrome do pânico ou depressão e pode ser atendido sem sair de casa, tendo mais adesão ao tratamento e maior frequência nas sessões”, afirma Milene Rosenthal, psicóloga especializada em Terapia Cognitiva Comportamental, pós-graduada em Gestão de Recursos Humanos, conselheira da Universidade de Toronto e cofundadora da Telavita, empresa que oferece psicoterapia e atendimento psiquiátrico online.
2. Reputação das empresas
A saúde mental é historicamente negligenciada, mas isso tem mudado muito (e muito rápido) em virtude do adoecimento expressivo da força de trabalho, especialmente em decorrência da grande crise humanitária que atravessamos com a pandemia de Covid-19.
“Existe um grande risco reputacional para a empresa. As organizações não querem ser reconhecidas como empresas que adoecem os seus funcionários, da mesma forma que não querem ter fama de estarem poluindo o meio ambiente”, explica a psicóloga Ana Carolina Peuker, pós-doutorada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e CEO da Bee Touch, empresa de inovação e gestão em saúde.
“As empresas têm buscado se alinhar às questões de ESG e padrões internacionais, como a ISO 45003. Porém, no contexto brasileiro, ainda se debate isso sob o aspecto da doença e não da prevenção. Precisamos buscar identificar quais aspectos afetam a saúde mental do trabalhador. Há um excesso de horas extras? Existe abuso moral ou preconceito? Sem tratar a causa raiz, não adianta remediar”, conclui Ana Carolina.
3. Foco na prevenção
A psicóloga Milene Rosenthal, cofundadora da Telavita, concorda com Ana Carolina e complementa: o foco tem de ser na prevenção, já que tratar é muito mais complexo do que prevenir, principalmente em saúde mental: “Durante muito tempo o sistema de saúde teve seus ganhos baseados em cima da doença, e não dá saúde. Mas isso está começando a mudar, porque a conta não fecha!”
“Depressão, ansiedade, abuso de substâncias e burnout são consequências de um problema maior. O doente não é o problema, é apenas reflexo do real desafio, são sintomas. Temos que entender o motivo sintomas e não apenas focar neles”, explica André Fusco, médico-psicanalista consultor de empresas em saúde mental.
4. Repensando o trabalho
“Além de cuidar das pessoas, temos que entender qual é o papel do trabalho nas nossas vidas. Afinal, a síndrome de burnout só foi reconhecida pela OMS como uma doença do trabalho agora, mas isso não quer dizer que ela não existia antes. Foi o mesmo processo com a Lesão por Esforço Repetitivo (LER), que sempre aconteceu, mas não tinha essa classificação de fenômeno ocupacional”, diz André Fusco. O lado bom da classificação, segundo ele, é poder encarar o tema com seriedade, protegendo os trabalhadores e zelando pela saúde da sociedade.
5. Engajamento digital de pacientes com o uso correto da tecnologia e da informação
A saúde mental tem sido um tema prioritário para as empresas hoje, até por afetar os negócios financeiramente, já que mexe com a produtividade dos funcionários — o número de afastamentos não para de crescer. Há uma preocupação genuína com o bem estar dos colaboradores e com a preservação do negócio, mas é preciso realizar uma gestão de saúde correta para se ter sucesso.
“Muitas vezes as empresas recebem os relatórios da operadora, dos sinistros, e não sabem nem por onde começar, não entendem os dados.É preciso ter uma análise mais aprofundada e uma estratégia sobre o uso desses dados”, afirma Milene.
“Sou uma entusiasta do uso de tecnologia em saúde e acredito especialmente no poder do uso de dados para personalizar o cuidado e ter estratégias mais assertivas de cuidado, com uma abordagem multidisciplinar. A cultura data driven pode ser benéfica para criar tratamentos mais eficazes e personalizados, mas precisamos ser educados para sabermos usar a tecnologia e a informação do paciente da melhor forma possível”, conclui Ana Carolina.
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